2020 Grã-Bretanha – Matterley Basin – 1ª etapa

2020 Grã-Bretanha – Matterley Basin – 1ª etapa

O Mundial de Motocross deu a largada da temporada 2020 no conhecido circuito de Matterley Basin, Inglaterra. A escolha do local e data, na virada de fevereiro para março, gerou algumas críticas e desconfiança por parte do público, já que tradicionalmente é uma época do ano onde as baixas temperaturas e o tradicional clima úmido britânico ainda imperam. No sábado as piores previsões se concretizaram, com nada menos que a passagem um furacão, que obrigou a reconstrução de boa parte da cenografia, e muita chuva durante o dia, que acabaram cancelando as provas classificatórias. As tomadas de tempo únicas para cada categoria, definiram a ordem de escolha do gate.

Ainda no sábado, a ausência de Romain Febvre na pista chamou a atenção. O francês lesionou um joelho durante treinos pré temporada e não foi capaz de pilotar na abertura da temporada. Assim, começou o campeonato mundial de 2020, desfalcado de um dos campeões mundiais na ativa. Outro campeão mundial ausente foi Jordi Tixier, que se desentendeu com a equipe VHR KTM pouco mais de duas semanas antes do início do campeonato. Tixier se acertou com a Sarholz KTM para disputar as etapas europeias um dia antes de Matterley Basin, e assim também desfalcou a etapa de abertura.


Jeffrey Herlings

Ainda assim a classe MXGP larga com um elenco de campeões mundiais de peso: Antonio Cairoli, Tim Gajser, Jeffrey Herlings, Jorge Prado e Pauls Jonass.

Domingo


Tim Gajser

No domingo o clima deu uma virada e um bom público compareceu para acompanhar as corridas. Com o castigo de sábado, a pista ainda ficou muito desafiadora, com cavas profundas “brotanto” nas curvas.

A primeira bateria viu o domínio tranquilo de Jeffrey Herlings, que assumiu a liderança logo no início e comandou a corrida até a bandeirada. Tim Gajser largou entre os cinco ou seis primeiros, mas se enroscou com Jeremy van Horebeek nas primeiras curvas, literalmente o impedindo de lutar pela ponta.


Antonio Cairoli

Quem roubou a cena foi o companheiro de Gajser na Honda, Mitchell Evans, que chegou a ocupar a segunda posição por diversas voltas, até ser ultrapassado por Jeremy Seewer. Evans completou a bateria em terceiro, a frente de Antonio Cairoli e Clement Desalle. Nada mal para a estreia no Mundial MXGP.

Gajser chegou a pressionar Glenn Coldenhoff pela sexta posição, mas sofreu uma queda na última curva, bem so seu estilo, espetacular, e cruzou a bandeirada na sétima posição, atrás de Galtier Paulin.

Segunda Bateria – Gajser deixa sua marca


Jeremy Seewer

Se Herlings teve uma vitória tranquila na primeira bateria, o esloveno não deixou por menos e provou na segunda corrida por quê é um dos principais concorrentes ao título. Largou na frente e abriu nada menos que sete segundos na primeira volta. Na segunda a diferença já era de 11 segundos! E ele era seguido por ninguém menos que Cairoli em segundo e Herlings em terceiro.


Mitchell Evans

Herlings superou Cairoli na quarta volta, mas não tentou nenhum loucura para diminuir a distância para Gajser, que cruzou a bandeirada com a notável margem de 23 segundos de vantagem. Paulin, Desalle, Coldenhoff e Evans, que largou muito mal, fechando os sete primeiros.

Jeffrey Herlings: “Foi a primeira corrida em 2020 e fui consistente: duas boas largadas, liderei a primeira bateria. Na segunda fui para terceiro bem rápido atrás de Tony e depois assumi o segundo lugar. A pista estava muito irregular e o sol muito baixo. Ainda é a época do ano em que escurece bem cedo, por isso foi difícil lidar com as sombras. Eu não queria correr nenhum risco e fiquei feliz com o segundo. Foi um bom fim de semana e acho que melhoramos a moto durante o inverno, porque este foi o primeiro teste real, digamos. Estou ansioso por Valkenswaard agora e pelo meu GP em casa.”


Pódio MXGP

MX2 – Jago Geerts conquista primeiro GP da carreira


Jago Geerts

Com Jorge Prado promovido à classe principal, a MX2 tem a garantia de coroar um novo campeão este ano. Muitos dos pretendentes ao título ainda nem mesmo venceram um GP. Foi o caso de Jago Geerts, que aproveitou-se de um erro de Tom Vialle na primeira bateria para assumir a liderança e subir pela primeira vez ao topo do pódio na MX2.

Na segunda corrida Geerts sofreu uma forte queda logo na segunda volta, quando perseguia o líder Rene Hofer. O belgalevantou na nona posição e ainda salvou um quarto lugar que lhe garantiu o GP. Com 1-4 superou o 5-1 de Vialle, que ainda sofreu um pouco para ultrapassar o companheiro de equipe pela liderança da segunda bateria.


Tom Vialle

Dois jovens pilotos deixaram boa impressão neste GP de início de campeonato. Mikkel Haarup, dinamarquês da equipe F&H Kawasaki, terceiro em ambas as baterias para seu primeiro pódio no Mundial MX2 e o australiano Jed Beaton, agora oficial Husqvarna, que ficou com a quarta posição via 2-6.

Quem não teve um início muito bom foi Thomas Kjer Olsen, apontado como favorito deste ano. O dinamarquês chegou à etapa ainda lesionado e uma queda no sábado não lhe ajudou muito. Completou a etapa em oitavo lugar geral, atrás do italiano Alberto Forato.


Mikkel Haarup
Fonte: MotoX