Glenn Coldenhoff garantiu estreia da nova GasGas com vitória. Na MX2, Jago Geerts subiu no topo do pódio.

Glenn Coldenhoff garantiu estreia da nova GasGas com vitória. Na MX2, Jago Geerts subiu no topo do pódio.

Arheim, na Holanda, sediou o reencontro dos pilotos do Mundial de Motocross: o evento chamado the Dutch Internacional race deu uma prévia das disputas que estão por vir neste novo início de temporada. A prova aconteceu na pista de areia do complexo Motorsportpark Gelderland Midden.

O público presente pode assistir a estreia com vitória da nova motocicleta oficial da GasGas na modalidade. Sorte de estreante? Ficará a cargo de Glenn Coldenhoff mostrar que não nas próximas provas. O piloto holandês disputou a primeira bateria da MX1 corpo a corpo com Romain Febvre, que levou o holeshot e não abriu mão da liderança apesar da insistência do rival. Jeremy Seewer, da Yamaha, completou o pódio em terceiro.

A revanche de Coldenhoff veio na segunda bateria: o piloto largou na frente, mas um erro o fez perder a liderança e se embolar no pelotão que disputava a ponta. O holandês assumiu o controle na metade da prova, suportou a pressão de Febvre e Gautier Paulin, conquistando a primeira vitória da fábrica. O resultado final da MX1, ficou respectivamente com Coldenhoff no topo do pódio, Febvre em segundo e Paulin em terceiro.

“É ótimo voltar a correr. Trabalhei duro para dedicar meu tempo nos treinos e hoje os resultados apareceram. Antes desse final de semana, tinha lesionado o pé e fiquei de molho por cinco dias, mas agora estou totalmente recuperado e 100%. Nas classificatórias fui bem e fiquei em terceiro. Na primeira bateria, minha reação não foi tão boa, tive que me esforçar para me manter no lugar. Estava um pouco tenso pelo tempo longe das provas. Na segunda bateria, já fiz o holeshot. Apesar de perder a ponta, consegui retomar a liderança e ir até o final apesar da pressão. Estavam todos brigando muito pela vitória, então estou muito feliz pelo resultado, para mim e pela equipe”, comentou Coldenhoff.


Romain Febvre
Febvre, da Kawasaki, ficou satisfeito com a prova. “Foi minha primeira corrida depois de cinco meses e meio, então só de estar atrás do gate de novo é ótimo! Nas classificatórias, fui o mais rápido, Depois foram duas boas largadas e duas boas baterias. Foi ainda melhor do que eu podia esperar, já que inevitavelmente depois de tanto tempo sem competir você fica nervoso”, avaliou o francês. “A primeira bateria eu liderei desde a largada. Na segunda, larguei em segundo atrás do Coldenhoff e passei depois de algumas voltas. Cheguei a liderar, mas a pista estava complicada – ondulada e com trilhos, como é de costume aqui na Holanda – então cometi vários errinhos. Coldenhoff e Paulin me passou, mas consegui passar o Paulin no final. Estou muito feliz com tudo, a moto, o time e meu preparo. Agora temos mais uma prova, em Axel, antes do GP da Letônia”, completou.


Jago Geerts dominou entre as 250cc, mas quase teve vitória roubada pelo companheiro de equipe Ben Watson
Na MX2, Jago Geerts conquistou uma vitória sólida em ambas as baterias. “Foi muito bom correr novamente aqui em Arnhem. Nas classificatórias, a pista ainda estava macia e rápida. Mas na primeira bateria, o circuito já estava muito mais difícil. Foi um dia muito bom, mesmo que meu companheiro de equipe Ben Watson tenha ameaçado minha vitória. Depois de dez minutos da segunda bateria, meu freio traseiro falhou e a partir disso foram algumas brigas emocionantes”, declarou Geerts.


Liam Everts venceu a categoria 125ccA categoria foi a mais equilibrada do dia, com resultados diferentes a cada bateria. O vice-campeão mundial de 2019, Thomas Kjer Olsen faturou um 2-6, enquanto Ben Watson chamou a atenção: na primeira bateria, chegou a ultrapassar Olsen, mas perdeu a frente da moto e caiu para nono. Na corrida seguinte, Watson provou seu valor e basicamente empurrou Geerts até a bandeira quadriculada, além de cruzar com mais de 20 segundos de vantagem em relação ao terceiro colocado Thibault Benistant.

Entre as 125cc, destaque para Liam Everts, filho do lendário Stefan Everts. O piloto de 15 anos venceu a geral da categoria com o resultado 2-1, à frente de Nikita Kucherov (1-2) e Saad Soulimani (3-4). Liam anunciou que no próximo final de semana competirá na MX2, em Axel.

Agora a contagem regressiva para o retorno do Mundial de Motocross está mais próxima do fim. O campeonato retorna para o GP da Letônia, em Kegums, no dia 09 de agosto.

Resultados – 2020 Dutch International

MX1 – Overall

1. Glenn Coldenhoff (GASGAS) 47pts;
2. Romain Febvre (Kawasaki) 47;
3. Gautier Paulin (Yamaha) 38

MX1 – 1ª bateria
1. Romain Febvre (Kawasaki) 19 voltas, 33:12:079;
2. Glenn Coldenhoff (GASGAS) 33:14:977;
3. Jeremy Seewer (Yamaha) 33:24:310

MX1 – 2ª bateria
1. Glenn Coldenhoff (GASGAS) 19 voltas, 33:27:549;
2. Romain Febvre (Kawasaki) 33:29:131;
3. Gautier Paulin (Yamaha) 33:296:23

MX2 – Overall
1. Jago Geerts (Yamaha) 50pts;
2. Thomas Kjer Olsen (Husqvarna) 37;
3. Roan Van De Moosdijk (Kawasaki) 36;

MX2 – 1ª bateria
1. Jago Geerts (Yamaha) 18 voltas, 31:50:993;
2. Thomas Kjer Olsen (Husqvarna) 31:52:600;
3. Jed Beaton (Husqvarna) 32:00:031

MX2 – 2ª bateria
1. Jago Geerts (Yamaha) 19 voltas, 33:09:002;
2. Ben Watson (Yamaha) 33:09:818;
3. Thibault Benistant (Yamaha) 33:29:039

Fonte: MotoX